Exponha-se
ao delírio da boca seca
Morra
em vida para viver o sempre
Coloque-se
no mundo deixando as marcas
Tua
sombra fiel companheira
Tolo
é o ser que sem amor não se adula
A
miséria é o acordo imundo que parece
Sem
a poesia dos cânticos as carnes não esmorecem
O
cortejo pelo amor resplandece
Mais
fácil abrir um cofre quando se tem um sorriso
Esgotar
a fonte de infinitos dizeres
Elucubrações
coléricas irrequietas
Patife
que entorpece sem fazer das palavras doces
Rasgar
o banquete da alma em brasas
Arruinar-se
em desfazer-se do amor
Sem
a nobreza dos contos padece
Quem
nessa viva passou sem amar
A
lápide de sua caveira
Marcada
sem nunca sonhar
Sem
palavras é a derradeira
A
fonte da alma secar
Helio
Ramos de Oliveira
ISBN
978-85-7923-552-8
Lei
de direito autoral (nº 9610/98)

Nenhum comentário:
Postar um comentário